10 de outubro de 2011

Ser Plural


Eu sou um ser plural.
Você só vai parar de me descobrir,
Quando meus plurais deixarem de me existir.

Depois de assistir um show ótimo d'O Teatro Mágico,
não tem como não tecer ;]
Sou tão plural que chego a ser opostos em comunhão,
Vícios em virtudes,
Existências em multiplicações e degradação.

Vivo nas entranhas dos caminhos,

Nas bifurcações das estradas.
Agregando o próximo,
Alimentando-me do desconhecido,
Aflorando o inquieto
Desabrochando vidas, conclusões

Melhorias vem, acomodo-me

Chega o cansaço, mecho-me

Na beleza de desvendar

Na alegria fraternal
No orgulho de frutificar
Se embebedar de ser plural

7 de outubro de 2011

Reflexões


Agora há noite eu sentei na frente do notebook, abri uma pagina do Word, e resolvi escrever! Tomei essa decisão, pois essa semana que veio se passando até agora havia sido um tanto quanto conturbada, inesperada. Rumos durante esses cinco dias mudaram bruscamente, mas não quanto a projetos, e sim quanto a sentimentos.
Chega a ser risório eu escrever sobre isso, logo eu que sempre achei besteira muitas das coisas que vivo hoje! Coisas que podem deixar a si forte quando se sabe como usufruir da situação, contudo podem te derrubar num simples ops!
A alegria, imposta por mim mesmo em minha rotina esteve presente. A academia, o serviço, as redes sociais, as risadas com os amigos e as mensagens trocadas com minha namorada também me acompanharam.
Todavia o gosto muda sempre, quando queremos ou não. Àquele gosto do qual levamos a vida, do qual devemos experimentar e analisar, sentir e fazer influenciar. Caso contrário o amargo toma conta do paladar, e o gosto desiste de adoçar a alegria, que logo vira tristeza, larga mão de apimentar as risadas com os amigos, que logo viram colegas, abre mão do “te amo” no fim das mensagens, e põe um “até mais” em seu lugar, até que por fim, esquece de gostar, de fazer sentir, esvaziando o que deve ser cheio.
Posso não me fazer muito claro, porém pra mim faz todo sentido. Eu enxergo a vida de um modo engraçado, às vezes irritante, tenho que confessar. Um modo talvez exótico de sorrir para o vidro do ônibus ou do metrô só para ver como sou importante para mim mesmo! Pra mim o sorriso é fundamental, um fundamento que aprendemos quando crianças, mas esquecemos, não é mesmo?
E o que seria de mim se não dissesse um simples perdão depois de um leve ou pesado esbarrão? Será que meu gosto seria igual? E ter fé para esperar por um perdão vindo de alguém, será besteira?
Tenho pretensões, várias! Materiais e não materiais. Faço escolhas em função delas, não posso negar, porém nestes dias estou me pegando tomando decisões sem um plano prévio ou em função de algo não esperado. Talvez com moderação isso vire um avanço, mas quem sabe?
Tenho aprendido sobre o que vivi da melhor forma: ensinando, e estou tomando gosto por isso. Maleando corações, fazendo enxergar além, sentir o “e se” do qual sempre lembro e formatando idéias, projetos. Coisas destes tipos que tem me deixado muito alegre! Aliás, é o que vem me fazendo base para poder continuar e apenas relaxar quando quero e posso.
O sentir está muito presente no meu dia-a-dia. Sem exceções, mas com intensidade, me fazendo mais cheio de malícias, calos, amor e compreensão, o que me faz pensar se minha vida não está mudando de fase novamente, amadurecendo sem perder doçura, talvez.
Qual será o gosto do próximo ato da minha vida?

Barulhos de vida

Hoje saí de casa sem minhas músicas! 
Quero viver os barulhos. Só hoje...
Hoje ouvi barulhos extremos, de dor
Hoje senti sorrisos inesperados de amigos desconhecidos
Hoje presenciei carência de humor e calor
Me liguei no que faltava
O simples Amor
Difícil e simples Amor.

Tempo - por Carla Juliana


Não há certeza mais duvidosa que o tempo
O tempo aquece ou
Congela o coração
Amadurece
Ou estraga as idéias
Cura ou
 Adoece o corpo
Liberta ou
Aprisiona a alma
Ás vezes passa rápido que nem vemos,
Outras, demora como se 
Não quisesse passar despercebido.
Alguns possuem sua marca
Expressões, sorrisos, lágrimas,
Lembranças que explica 
O quão foi importante sua passagem.
Há também aqueles que contam segundos
E esperam que logo passe
Para que esqueçam suas dores e angústias.
 Eu? Sou aquela que sabe esperar e viver
As mudanças que ele traz a cada minuto,
Que se desespera e corre em busca 
Da tranqüilidade e da sabedoria 
Que só o tempo me da.
É ele quem vai me ensinar a amar, a perdoar e crescer.
Não deixe que ele passe e 
Sobre apenas lembranças do que se foi ou
Projetos do que nunca concluiu
Vá com ele, siga-o, corra,
Ande, mas não pare, não deixe
Que o remorso te impeça,
Pois só o tempo pode trazer perguntas
E respostas! 
                                                               Carla Juliana - 04/10/11

30 de setembro de 2011

Memória Póstuma: Ânimo

Esse sempre que leio me faz escorrer umas lágrimas, porquê lembro de tempos nem tão fáceis pra mim.
Ainda bem que evoluímos, nós todos! :D


Tão cedo a vi
E afundar pouco a pouco estou a ver
Ela que de tudo me ensinou
Feita, a vida minha vai lhe dever

Angústia infinita em ela, guardada está?
Em ações por está feitas, as respostas se escondem?
Sua missão cumpra apenas
A vida que Ele lhe concedeu não acabou

Meu lar tenho em ti
Construi um porto seguro ti
Um reino de paz quero para ti

A Luz enxerguei através de tua imagem
O vale da minha salvação tu me mostrou
Desejo que mau algum caia sobre isto
Porém juntos superaremos se tal cair

Se mau algum fiz, por favor
Suplico-te que não o guarde
Tentarei te alegrar
Mas tu tens que levantar-se

Me expresso mau como ele
A ti só pedi que batalhasse
Não como modelos que me diz que faço
Pois o modelo é, e sempre serás tu

O animo a ti precisa banhar
A barreira que tu se auto impõe
Precisar quebrar
Precisas quebrar essa perfeição que nem tardia vem

Se a confiança não tens em ti, ninguém terá
De todas as formas eu estarei aqui para ajudar
Contudo viver também preciso

Sei apenas que sempre em toda minha vida
Você estará!

26 de setembro de 2011

Memória Póstuma: Explodir!


Vasculhando meus primeiros poeminhas e textos, percebi que tenho que publicar alguns, pra relembrar um pouco do passado, coisa que acho necessário fazer de quando em vez ;)
Este abaixo se chama Explodir!, escrito em 03/05/10.


Mas de agora em diante será sempre assim?
Sem poder, se quer explodir
Desde quando querer, deixou de ser poder?
O controle de minhas ações agora é teu?

Estou preso sem poder ao menos questionar?
Impossibilitado de reconquistar minha liberdade
Reconquistar o que inúmeras vezes esteve em mim

Já viajei através de crostas
Já lutei para ser o que nunca pensavam que eu seria!
E agora insiste em me limitar a teus pensamentos
Em teus fúteis comandos?

Eu quero mais!
Eu sou mais!
Para crescer fui feito
E crescer eu irei, sem exitar
Sem ao menos olhar para traz

Quem tu pensas que és?
Que me prende de repente numa angústia avassaladora!
Mostre tua face ou me solte de tal abismo sem fim

Ando com minhas armas a mostra
Sempre andarei
Não nem nunca me arrependerei de nada
Desejo para ti o mesmo que para todos

Não me renderei a você!

24 de setembro de 2011

Segue...

"[...]Rotina que sufoca!"
De sustos e surpresas vivem
Buscam o óbvio de maneira bruta
Convivem alternandos em sussurros e gritos
Fazem de si objetos
Vendem seus vitais

Lamentam o inevitável
Causam em si, dó

Se jogam para morrer
Se submetem para sobreviver

Sobrevida que se impõem
Desejos que se escondem
Vontades jamais realizadas

Sossego que não chega
Amor que não responde
Paz que foge
Luz que se apaga
Rotina que sufoca!

23 de setembro de 2011

Eai, beleza?

Tenho pensado bastante sobre a beleza esses dias, ai então achei uma frase do Chaplin:
 “A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la mas quem consegue, descobre tudo.”

Pois é meu amigo, estou procurando ela, a verdadeira beleza, a mais rara das raras, a mais pura das virgens, a mais bela das musas e a mais perfeita de Deus. Pois quem encontra o conhecimento, a compreensão, o amor, o carinho, a paz, a alegria, a plenitude e tudo mais que remete à sensações semelhantes é maravilhoso, lindo, é enfim, belo!
Observação e percepção tem me ajudado quanto a isso, porquê quando paramos por alguns segundos, apenas para correr os olhos por entre aqueles que nos rodeiam, próximos ou não, aqueles que nos inspiram mesmo involuntariamente na mesma medida que nos estressam, podemos perceber os sentimentos que estão, para os olhos dos mais desatentos, guardados. Refiro-me àqueles sentimentos belos quais a maioria de nós fazemos questão de guardar, para nos mostrarmos mais calejados quanto a vida. Aqueles sentimentos quais fazem parte da beleza!
Ora, porque não podemos compartilhar com todos aqueles que queremos bem, ao menos, estas partes de nós? Porque temos sempre que ser o mais forte fisicamente, economicamente, o mais poderoso, e não apenas nós (como se apenas nós fosse pouca coisa), querendo ser melhor ao nosso passo, e compreendendo as imperfeições que temos?

Vamos, meus amigos, não nos escondermos mais atrás de escudos e reclamações inúteis, e por fim fazer de nós um todo, uma corrente, uma beleza pura!

16 de setembro de 2011

Poema Sujo

Li um poema que foi escrito na época da ditadura por Ferreira Gullar, "Poema Sujo", durante seu exílio. Um poema muito interessante (e grande), porém inspirador, principalmente após assistir um vídeo onde o próprio poeta declama metade da obra. Obra esta que me parece um tanto vomitada, escrita em meio agonias de um exilado em tempos de ditadura brasileira.
Depois de ouvi-la e lê-la, escrevi uns versos, estes que estão abaixo do vídeo.


Com vocês, Ferreira Gullar, declamando seu "Poema Sujo".





Sujeira

Amor, calor,
Sinto exalo a paz, o sorriso
Respiro, inspiro, expiro
Se mexo, remexo no irreversível
Olho o ponto que foi, que está
Num onde antes havia o que olhar,
Admirar.

“Pensas o que queres e saia!”
Fica uma vala,
Um buraco se forma enfim
Nem vento nem vazio
Apenas nada
E a vida passa como se já não tivesse
Como se doesse e expressasse
Como se cuidasse do desnecessário

E então no emaranhado corrido
De mensagens profundas, profanas,
Tudo para
Observa-se
Rima-se num poema sujo
Dentre palavras proibidas
(ou será que não?)
E a vida segue dentre solidão e vazios...


Para ler "Poema Sujo" inteiro - http://migre.me/5IfYm




15 de setembro de 2011

Almejo


Somos complexos, versos, uva e vinho
Do fruto desfrutamos o colhido
Berrando em meio espasmos
Achando o indevido normal
E a paz surreal

O que é o que foi?

O que será aquele talvez?

Da vida munida desabo para o só
Abraço (des)afetos afetados para conviver

Me seguro e prendo
Te respiro e vejo
Nos faço acalanto
E chego a um almejo
Melhor viver.